O Amor, o Coração e o Destino

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O Amor havia se apaixonado pelo Coração há muitos anos e com ele convivia diariamente, sempre preocupado com os sentimentos do Coração. Depois que descobriu a sua fragilidade, fazia o impossível para evitar qualquer aborrecimento. Depois dessa descoberta, o Amor se tornou mais cauteloso com as emoções que pudesse causar ao Coração e com o passar do tempo, percebeu que o que sentia pelo Coração, era uma amizade sólida e verdadeira, que o impedia de tomar qualquer decisão, apesar do grande sentimento que havia nascido entre ele e outro Coração Solitário. Os dois sonhavam em viver um grande amor, mas o sentimento de culpa que o Amor sentia pelo Coração, não o deixava sequer sonhar acordado. Até que um dia, o Coração partiu para a eternidade, deixando o Amor desorientado, pois apesar de tudo, nutria grande sentimento pelo Coração, que havia lhe deixado um filho, que mesmo adulto, era tudo o que restara desse amor. Pensou no Destino, que o fizera fiel companheiro desse Coração que partira, e que agora o esperava para trilharem juntos, uma nova estrada. O Destino o espreitava a cada esquina e o Amor não se sentia à vontade para tomar qualquer decisão. Seria medo? Seria sentimento de culpa? Ou seria falta de coragem de seguir o Destino onde quer que ele o levasse?
A dúvida convivia com o Amor a todo o instante e ele se sentia desorientado. Seria certo recomeçar a vida ao lado do Coração Solitário? Será que era isso que o Destino queria que ele entendesse?
Com uma incrível sensação de “não sei o que faço agora”, o Amor fechou as janelinhas do Destino e ficou aguardando que o próprio Destino decidisse o que fazer por ele.

 
Débora Benvenuti

domingo 16 março 2014 12:50 , em CONTOS


O Tempo, a Memória e o Vento

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Uma leve brisa faz balançar a Memória, que inerte, parece não mais ter vida. O Vento estava sempre a soprar, num esforço quase inútil de fazer a Memória recuperar o Tempo perdido. Mas o Tempo estava sempre muito apressado e cada vez passava mais depressa. A Memória abria a janela de seu pensamento, na esperança de que o Tempo percebesse que ali ainda havia uma luz que não se apagara, apenas tremeluzia fraca e cansada. Muitas vezes o coração da Memória se emocionava com alguma lembrança que o Tempo deixava cair, ao passar distraído pela estrada da vida. Nada mais do que isso. Quanto mais pensava no Tempo, mais a Memória se tornava fraca e cansada. Se pelo menos o Tempo fosse conhecedor de todas as lembranças que habitavam a Memória  e que estavam submersas no mais profundo do seu ser, talvez se compadecesse dela e soprasse em seu ouvido as canções já esquecidas, que apenas faziam eco em seu pensamento, mas não se faziam ouvir. Com estes tristes pensamentos, a Memória adormeceu e sonhou todos os sonhos que esquecera de sonhar e que o Tempo, na sua pressa ,a impedira de realizar.

 

Débora Benvenuti

quinta 19 dezembro 2013 14:12 , em CONTOS


Se houvesse Amanhã

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Anoitece...

Mais uma vez anoitece,

e tudo se torna escuro e sombrio,

meu coração se entristece,

quando vê que padece,

de uma dor que nunca sentiu.

Você chegou e partiu,

numa noite quente e estrelada,

quando ainda era madrugada

e nem me disse o que faria.

se um dia me encontrasse

e me visse assim tão cansada.

A cada instante eu sinto,

que se houvesse um outro amanhã,

ele nos encontraria deitados,

novamente no mesmo divã.

E assim, como quem não quer nada,

você me diria,

que a roupa você não tiraria,

enquanto eu estivesse calada,

e como eu não dissesse

o quanto eu queria,

você saberia,

o que nós dois viveríamos,

e assim, esse dia,eu lembraria,

de um menino levado,

que só fica deitado,

enquanto meu corpo suado,

me diz que é nesse abraço,

que escorrego nos teus braços

e me perco no teu cansaço!
 
 
 
 
 
Débora Benvenuti

domingo 15 dezembro 2013 08:50 , em POEMAS


Um Sonho quase Perfeito

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Um coração que estivera adormecido

e por muito tempo esquecido,

sentiu-se invadido por um sentimento

que há muito tempo não sentia.

Acreditou que podia amar 

e entregar-se a esse amor. 

Reviver novamente cada momento de espera,

 de surpresas e alegrias

e pensando assim,

 adormeceu docemente.

 Sonhou que podia novamente amar,

 como jamais amara em toda a sua vida.

 Imaginou que era feliz

e que feliz seria agora,

 ao lado de quem amava

 e de quem escolhera para ser o seu amado.

 Mas quanta ilusão havia nesse coração,

 que mesmo sonhando  jamais imaginara

 acordar de um doce sonho

 e perceber que tudo não passara

 de um sonho que nunca se realizara.

 

Débora Benvenuti

domingo 15 dezembro 2013 08:36 , em POEMAS


A Consciência, o Pensamento e a Imaginação

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Já havia um bom tempo que a Consciência se dera conta de que havia se formado um vazio no seu pensamento e  por mais  que  buscasse  a  ajuda  da Imaginação, nada mais acontecia. Já se fora o tempo em que a Imaginação voava livre, mesmo  sem  a  ajuda  do Pensamento. Algo acontecia com  a  Imaginação  e não havia  nada que mudasse essa situação. O Pensamento vagava horas a fio pelo infinito da Imaginação e quanto mais vagava, mais perdido ficava. Havia uma lacuna que precisava ser preenchida e quanto mais pensava nisso, mais a Consciência se certificava de que precisava encontrar uma saída. Eram várias portas que haviam se fechado, impedindo a saída da Imaginação. Nunca houvera uma situação que se prolongasse por tanto tempo. Era o caos virado do avesso. As palavras sempre foram muito inteligentes, mas agora elas não sabiam mais como se organizar. Sem a ajuda do Pensamento, elas se misturavam umas às outras e não conseguiam se expressar. E por assim ser, nada  mais  poderia  ser feito a não ser esperar que de repente, tudo voltasse a ser como era antes. A Imaginação precisava descobrir onde havia  perdido as suas asas e quando as encontrasse, voltaria novamente a voar...

Débora Benvenuti

sábado 14 dezembro 2013 13:51 , em CONTOS


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